Câncer de mama e o poder da música

Shan-Tinha uma amiga que conheci por causa do blog, e com quem me identifiquei de imediato, indicou-me o blog rock and roll por causa de um post sobre uma experiência feita pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, relativamente ao tratamento do câncer.
Entrei no blog e li o texto, que achei muito interessante. Resolvi então pesquisar um pouco mais  entrando no site da universidade para ler com mais detalhes sobre o projeto que a pesquisadora Marcia Capella está dirigindo. O site é http://www.oncobiologia.bioqmed.ufrj.br/
O Programa de Oncobiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro analisou células MCF-7, ligadas ao câncer de mama. Ao expôr as células a música, uma em cada cinco acabou por morrer.
Como acho que qualquer tratamento alternativo para a cura do câncer deve ser avaliado, aí vai a matéria que copiei no site da universidade. Não custa nada ouvir boa música e ainda correr o risco de ficar curado de uma doença como câncer de mama.

Música pode ajudar no controle do câncer de mama
Priscila Biancovilli
"Um trabalho inovador coordenado pela pesquisadora Marcia Capella, do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (UFRJ) sugere que a música pode servir como grande aliada no tratamento do câncer de mama. O estudo, que teve início em maio de 2010, analisa os efeitos de ondas sonoras audíveis em células em cultura. Quando células MCF-7 (de câncer de mama humano) são expostas à 5ª Sinfonia de Beethoven e à composição Atmosphères, de Gyorgy Ligeti, tendem a diminuir de tamanho e morrer.

“Iniciamos nosso trabalho usando três composições: a Sonata para 2 Pianos em Ré maior, de Mozart (conhecida por causar o “efeito Mozart”, um aumento temporário do raciocínio espaço-temporal de um indivíduo), a 5ª Sinfonia de Beethoven e Atmosphères, uma composição contemporânea, que se caracteriza principalmente pela ausência de uma linha melódica que traduza o tema”, afirma Márcia.

As células MCF-7 “ouviram” as músicas durante meia hora, e depois, o grupo testou seus efeitos. A composição de Mozart não provocou nenhuma alteração nas células, mas as de Beethoven e Ligeti causaram a morte de em média 20% delas, além de diminuição de tamanho e granulosidade. O fato de Mozart não ter provocado nenhuma reação é curioso, já que suas composições estão entre as mais utilizadas na musicoterapia. Já foi descrito na literatura que a Sonata para 2 Pianos diminui o número de ataques epiléticos e aumenta a capacidade de memória em pacientes com Alzheimer. Nesse caso, porém, nada de especial aconteceu. “Pode ser que a música de Mozart gere efeitos apenas em neurônios, mas não em outros tipos de célula”, sugere Marcia.

O ciclo de duplicação da célula MCF-7 dura aproximadamente 30 horas. “Então fazemos a contagem de células sempre 48 horas depois da exposição à música, porque sabemos que já houve uma duplicação. Buscamos agora formas de aumentar a porcentagem de morte celular. Beethoven é extremamente agradável de se ouvir, então não seria de forma alguma um problema para os pacientes portadores da doença. As composições de Ligeti, diferentemente, não são harmoniosas e causam uma maior tensão. Mas como ambas parecem agir apenas sobre as células cancerosas, estamos vibrando”, comemora a professora.

“Ainda precisamos estudar melhor os mecanismos destes efeitos, ou seja: porque apenas alguns tipos de células são sensíveis a estas músicas? E por que apenas alguns tipos específicos de músicas provocam efeitos? Fizemos testes também com a MDCK, uma célula não-tumorigênica, e com linfócitos, e elas não responderam a estes estímulos sonoros”, continua.

A ideia é que, no futuro, o grupo possa criar sequências sonoras específicas para ajudar no tratamento do câncer. “Utilizando células em cultura, acredito que possamos chegar a este ponto. Estamos eliminando o fator emocional da música, analisando seus efeitos diretos em células. Podemos agora começar a comparar uma célula tumoral com uma normal, avaliando as diferenças entre seus mecanismos de resposta e vias de sinalização”, diz Marcia. “Estamos partindo praticamente do zero. Existem pouquíssimos estudos sobre esta área, e nenhum trata de células humanas tumorais”, analisa Nathalia Lestard, uma das pesquisadoras deste grupo. Mais para frente, eles pensam em expandir o leque de ritmos musicais a serem utilizados, entre eles samba e funk.

Além de Marcia Capella, compõem o grupo de pesquisadores deste projeto o professor Marcos Teixeira, da Escola de Música Villa-Lobos, Raphael Valente, aluno de pós-doutorado do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ, além de Nathalia Lestard e Carolina Villela, alunas de iniciação científica da UFRJ."
3 Responses
  1. Lili Says:

    Sabia que ser apaixonada por Beethoven desde criança não era em vão!


  2. Neide Says:

    Lou,
    Dá uma olhada no site da empresa do Jorge www.elemento.tv que você irá ver o trabalho da maestrina Délia Matos (madrasta do Jorge)- ela tem pós-graduação em Musicoterapia, é graduada em Música Sacra pelo Seminário Teológico Batista do Norte de Recife - PE, cursos de aperfeiçoamento em Regência Coral e Orquestral com renomados maestros em Brasília, destacando-se: Gerald Hegelman, Carlyle Weiss, Gerhart Roth, Elena Herrera, Carlos Alberto da Fonseca, entre outros. Residente em Brasília desde 1995, atuou como regente do Coral da Legião da Boa Vontade (LBV), Coral Infantil e Juvenil Mokite Okada, Coral do Ministério da Justiça, Coral do Conselho da Justiça Federal, e, está à frente do Coral da AMBr há dez anos. Penso que ela deve ter conhecimento e estudos sobre o tema.
    Neide


  3. Gold CF AL Says:

    eu acredito porque a musica nos aproxima de Deus!!


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Obrigada pelo comentário. bjs Lou