Cirurgião cardíaco sem diploma

Poucas pessoas ouviram falar do excepcional cirurgião e professor sul-africano Hamilton Naki, negro na África do Sul do apartheid.
Naki parou de estudar aos 14 anos, saiu da aldeia onde morava e foi para a capital onde conseguiu trabalho no Laboratório da Faculdade de Medicina da cidade do Cabo.
Inicialmente cuidava dos animais cobaia do laboratório onde os futuros médicos treinavam as técnicas de transplante em cães e porcos. Como era curioso e aprendia tudo muito depressa acabou aprendendo cirurgia apenas assistindo experiências com animais e assim foi aproveitado como ajudante na clínica cirúrgica da escola.
Naki foi aprendendo procedimentos cirúrgicos cada vez mais complexos com maestria, apesar de não ter estudado formalmente. Sua técnica e capacidade acabaram reconhecidas e ele teve permissão especial para continuar suas pesquisas no laboratório, com animais, incluindo transplantes e se tornou um dos técnicos do laboratório de pesquisa da Faculdade de Medicina. Dava assistência aos jovens cirurgiões em atividades com animais no laboratório, incluindo pesquisas em transplantes de rins, coração e fígado.
Tornou-se um cirurgião excepcional, a tal ponto que Christiaan Barnard o requisitou para sua equipe. Para que isto acontecesse foi quebrada uma das leis sul-africanas, pois na África do apartheid um negro não podia operar pacientes e muito menos tocar no sangue dos brancos. Mas o hospital abriu uma exceção para Naki que acabou se tornando um cirurgião requisitado, mas clandestino.
Era o melhor no que fazia. Dava aula aos estudantes brancos, mas ganhava salário de técnico de laboratório, o máximo que era permitido por lei para um negro. Vivia num barraco sem luz elétrica ou água corrente, num gueto da periferia.
Na primeira operação de transplante cardíaco humano bem sucedida, que aconteceu na cidade do Cabo, na África do Sul, foi Naki quem retirou do corpo da doadora o coração transplantado para o peito de Louis Washkanki em dezembro de 1967, mas como ele não podia aparecer, por ser negro no país do apartheid, quem tornou-se celebridade instantânea foi o doutor Christiaan Barnard.
Naki foi, sem dúvida, o homem mais importante da equipe do dr. Barnaard, mas não pode sequer sair nas fotografias da equipe e quando, por descuido de um fotógrafo desavisado, apareceu numa, o hospital informou que se tratava do faxineiro do prédio.
Hamilton Naki ensinou cirurgia durante 40 anos, mas aposentou-se em 1991 com uma pensão de jardineiro, de 275 dólares por mês. Mesmo aposentado continuou trabalhando como cirurgião, sua paixão, em um ônibus adaptado como clínica móvel. Foi um dos melhores cirurgiões da história do mundo, nunca desistiu, mesmo sendo discriminado.
Com o fim do apartheid tornou-se famoso mundialmente. Numa entrevista confirmou sua participação no primeiro transplante de coração, mas não há qualquer referência ou registro oficial do fato, ou pelo menos algum registro no hospital sobre sua colaboração no feito.
Ganhou uma condecoração e um diploma de médico "honoris causa", honraria mais do que justa e merecida. Nunca reclamou das injustiças que sofreu a vida toda, ao contrário, agradecia sempre por ter podido ajudar a salvar a vida de tantas pessoas.

Quebra-cabeça




Nossa vida é como um quebra-cabeça
As vezes passamos horas procurando uma pecinha
Que não conseguimos enxergar
Desistimos e passamos para outra.
De vez em quando encaixamos uma peça de primeira
E ficamos encantados, mas
Volta e meia as cores e o formato nos confunde
E acabamos colocando uma peça no lugar errado.
Assim também nossa vida.
Precisamos estar sempre atentos
E volta e meia, trocar uma peça de lugar.

De Catador de Lixo a Lider


Hoje não quero apenas registrar minha indignação com as coisas erradas que acontecem no país, como por exemplo o caso do delegado de São José dos Campos, que confrontado pelo uso inadequado de uma vaga destinada a deficientes achou mais fácil agredir e provocar uma lesão na cabeça e no rosto do advogado e cadeirante Anatole Magalhães Macedo.

Quero escrever sobre coisas boas como a notícia de que a Ordem dos Advogados do Brasil, representada por Ophir Cavalcanti, vai apresentar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra os Estados do Sergipe, Paraná e Amazonas para acabar com a festa dos ex-governadores que recebem, indevidamente, pensão vitalícia. É preciso por um fim, de uma vez por todas, nos desmandos destes parlamentares sem noção de ética ou moral. Ah, e também vai acabar com a festa dos passaportes diplomáticos. Já foi editada a portaria número 98 do MRE.

Hoje quero também registrar a trajetória de vida de um garoto pobre que aprendeu a gostar de ler recolhendo livros jogados no lixo, tornou-se um líder e acabou virando o personagem central de um documentário premiado. Vou apresentar Tião, lider da Associação dos Catadores de Lixo.

Sebastião Carlos dos Santos é filho de um estivador que fora substituído pelos guindastes que chegaram ao Porto do Rio, ficando desempregado. Sua mãe e dois irmãos mais velhos precisaram sair para trabalhar no lixão que ficava perto da casa onde moravam e era Tião, nesta ocasião com apenas 8 anos, quem levava a comida e ficava por lá brincando com outros meninos.
Ficou afastado do lixão por um período de três anos, voltando aos 18 anos para trabalhar em uma cooperativa que recebia o material coletado.
No meio do lixo coletado encontrou o livro "O Príncipe" de Maquiavel. Como já tinha ouvido a palavra maquiavélico ficou curioso e resolveu ler o livro. A partir desta experiência passou a pegar e ler todos os livros que encontrava. Já leu Schopenhauer e Nitzsche que encontrou no lixo.
Comandou um protesto contra a prefeitura e dois anos depois foi eleito o presidente da Associação dos Catadores. Pouco tempo depois recebeu um telefonema informando que um artista brasileiro queria fazer um trabalho com os catadores.
O trabalho de Tião, em princípio, seria apenas acompanhar o artista Vik Muniz no aterro para apresentá-lo aos catadores. Numa de suas caminhadas pelo aterro com o artista, encontrou seu amigo Zumbi carregando uma banheira. Vik teve então a idéia de usar a banheira como cenário para fazer uma fotografia de Tião imitando Jean-Paul Marat, um dos líderes da Revolução Francesa, que morrera numa banheira.
A história de Marat, na cabeça de Tião, parecia combinar com a dele e então posou para a foto que acabou transformada em quadro que foi vendido em 2009, num leilão em Londres, por 28 mil libras (74 mil reais). Esse dinheiro foi revertido para a Associação dos Catadores.
O artista plástico Vik Muniz pretendia inicialmente apenas retratar a rotina dos catadores de lixo, mas acabou criando um documentário intitulado Lixo Extraordinário, premiado no Festival de Berlim de 2010, que tem Tião como um dos personagens principais. O filme já coleciona mais de 21 prêmios e poderá ser indicado ao Oscar de melhor documentário.
A vida de Tião mudou a partir da evidência que passou a ter com a exibição do documentário. Já recebeu alunos de uma universidade de Nova York e também participou de reunião no BNDES para tratar do futuro aterro sanitário que será desativado em 2012.

Perícia para aposentados por invalidez

Acabei de chegar do serviço médico do tribunal onde passei por uma perícia para confirmar se o câncer de mama do qual fui acometida ainda continua me incapacitando o bastante, para justificar minha aposentadoria por invalidez.
Onde já se viu um paciente oncológico, no estadiamento IV, com metástases espalhadas para tudo quanto é lado, ser obrigado a provar que continua doente. É no mínimo desnecessário.
Não consigo entender o critério para uma convocação dessas. Afinal, um paciente que faz quimioterapia diariamente só pode estar doente. Ou estou enganada??? É absurdo e uma perda de tempo tanto para o paciente quanto para os médicos que fazem parte da Junta.
Sejamos práticos e racionais: todo paciente oncológico que faz uso de medicação quimioterápica só pode estar com a doença em atividade. Ninguém usa quimioterapia como tratamento preventivo. Só se ficou maluco ou gosta de sofrer por antecipação.
Questionei com os médicos o porquê da convocação no meu caso, que ainda estou em tratamento, e eles disseram que a chefe de uma das divisões da Secretaria de Recursos Humanos enviou uma lista dos aposentados por invalidez para perícia e eles apenas nos chamaram.
Ora, tudo bem que a Secretaria de Recursos Humanos tenha enviado uma relação com o nome de todos os aposentados por invalidez, sem exceção. É o papel da secretaria. Porém, por uma questão de racionalidade, o próprio serviço médico poderia ter feito uma triagem prévia para conferir os casos daqueles servidores que ainda estão passando por tratamento. Afinal os mesmos médicos da Junta para perícia são os que autorizam ou não o uso de qualquer medicação ou intervenção médica de todos os servidores do Tribunal. Uma medida simples como essa evitaria uma perícia absolutamente desnecessária e desgastante.
E sabem o que mais? Vão repetir o mesmo procedimento a cada dois anos.
Pagar aposentadorias para ex-governadores após quatro anos no poder, ou apenas um dia em alguns casos, é perfeitamente justo e normal. A receita federal não questiona, o Ministério Público também não e o povo concorda, já que continua votando nos mesmos políticos corruptos que mentem e enganam em toda legislatura. Eles, os ex-governadores, ficam com uma aposentadoria gorda e generosa e, melhor, vitalícia. Nunca serão convocados para perícia médica ou para provar qualquer coisa que seja.
Aliás, cá entre nós, o melhor emprego no país é ser político, e qualquer cargo serve. Para ser político não é necessário sequer ser alfabetizado, basta saber fazer um "O" com um copo. Nada mais, apenas isto. Mas para você e eu, cidadão comum, é exigido o ensino médio completo até para conseguir um emprego de gari ou copeira.
E complementando o assunto SER POLÍTICO o emprego é excelente de todas as maneiras, principalmente para quem consegue chegar ao cargo máximo: presidente da república. Para esse não existe parâmetro. Você sai do poder carregando várias, mas várias mordomias e vai fazer palestras para ganhar, em pouco mais de uma hora de blá blá blá R$ 200.000,00. Alguém resiste a honorários como este? A manchete estava em todos os jornais de ontem. Qual será o tema das palestras?

Conhecendo melhor Di Cavalcanti

Nascimento de Vênus

serenata

Conversando com minha filha um dia desses ela disse que gostaria de saber um pouco mais sobre a vida e obra de Di Cavalcanti pois, como a maioria dos brasileiros, também ela sabe muito pouco sobre ele. Resolvi fazer uma pesquisa e fiz um pequeno resumo que dará uma visão geral sobre a vida e obra desse grande pintor brasileiro. Vale a pena conferir.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo, Di Cavalcanti, nasceu no Rio de Janeiro no dia 6 de setembro de 1897 e faleceu na mesma cidade no dia 26 de outubro de 1976. Foi pintor, caricaturista e ilustrador, além de escritor, jornalista e poeta.
Uma curiosidade sobre sua vida foi o fato de que ele nasceu na casa do abolicionista José do Patrocínio que era casado com sua tia Maria Henriqueta. Sua casa era frequentada por figuras ilustres como Machado de Assis e Joaquim Nabuco e sua mãe, depois que ficou viúva, quase se casou com Olavo Bilac. A presença desse intelectuais teve grande influência em sua vida.
Foi um dos idealizadores e organizadores da Semana de Arte Moderna de 1922, criando para a ocasião o catálogo e o programa, além de expôr onze de suas obras.
No ano seguinte foi morar em Paris como correspondente do Jornal Correio da Manhã. Frequentou a Academia Ranson e expôs em diversas cidades como Londres, Berlim, Bruxelas, Amsterdã e Paris. Nesse período conheceu Picasso, Léger, Matisse, Jean Cocteau e outros intelectuais franceses.
Seu retorno ao Brasil em 1926 marca seu ingresso no Partido Comunista. Foi nessa época que trabalhou como ilustrador e também como jornalista para o Diário da Noite.
Fundou o Clube dos Artistas Modernos em São Paulo com a parceria de Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado. Foi preso pela primeira vez em 1932 durante a Revolução Paulista. Casou-se com a pintora Noêmia Mourão e publicou o álbum A Realidade Brasileira, uma série de doze dezenhos satirizando o militarismo da época.
Voltou a Paris em 1938 e trabalhou na Rádio Diffusion Française. Quando retornou ao Rio de Janeiro foi novamente preso, juntamente com sua mulher. Libertado por amigos volta novamente para Paris, lá permanecendo até 1940.
Com a eminência da Segunda Guerra deixa Paris e retorna ao Brasil fixando-se em São Paulo. Na viagem de volta um lote com mais de quarenta de sua obras são extraviadas, e só serão recuperadas anos mais tarde.
Ilustrou livros de Vinícius de Morais, Alvares de Azevedo e Jorge Amado, Oscar Wilde, entre outros.
Combateu abertamente o abstracionismo em conferências e artigos. Participou da I Bienal de São Paulo em 1951 e fez a doação de mais de quinhentos desenhos para o Museu de Arte Moderna de São Paulo.
Em 1953 foi premiado junto com Alfredo Volpi como o melhor pintor nacional da II Bienal de São Paulo. Dois anos depois publicou o livro memórias com o título Viagens de Minha Vida.
Sua arte sofreu influência do expressionismo, do cubismo e de muralistas mexicanos como Diego Rivera. Sua ousadia estética e perícia técnica são marcadas pela definição dos volumes, pela riqueza e luminosidade das cores somadas a exploração dos temas tipicamente brasileiros abordados em suas obras como o samba, as festas populares, operários, favelas e protestos sociais. Sua obra também destacou a sensualidade tropical do Brasil, enfatizando diversos tipos femininos personificados em mulatas, moças sensuais, foliões e pescadores. Os prostíbulos são uma de suas marcas temáticas, assim como o carnaval e a festa.
Foi ele quem pintou a Via Sacra para a Catedral de Brasília.

Aposentadoria vitalícia para políticos e cassação de aposentadoria por invalidez

As notícias veiculadas nos jornais ou sites da internet deixam qualquer um estarrecido e revoltado com a falta de ética e moral dos políticos brasileiros. Esses caras só pensam em se dar bem e mamar, descaradamente e sem nenhum pudor, nas tetas da União.
Primeiro foi a história da aposentadoria para governadores que ficaram apenas um dia no cargo; agora aparece o ex-governador Álvaro Dias, que sempre posou de ético, reclamar aposentadoria retroativa como ex-governador do Estado do Paraná (isto porque ele já recebe aposentadoria vitalícia desde outubro de 2010). Só pode ser brincadeira, e de péssimo gosto. E o que é pior, o sujeito está reeleito, agora como senador (na certa irá requerer outra aposentadoria quando sair do novo cargo).
Falando em aposentadoria, recebi ontem, dia 12/jan, um telefonema do tribunal me convocando para uma perícia médica para comprovar se a invalidez que provocou minha aposentadoria ainda permanece inalterada. Isto porque fui acometida por um câncer de mama agressivo, que hoje está em estadiamento IV com metástases em vários órgãos, e faço quimioterapia, diariamente, a cinco anos.
Tudo bem, até concordo que mesmo no caso de câncer algumas pessoas conseguem ficar curadas, e não só podem como devem voltar ao trabalho. Tenho amigas que ficaram curadas e voltaram ao trabalho muito felizes, diga-se de passagem.
O problema não é ser convocada para passar por perícia médica ou ter de voltar a trabalhar. A questão que pretendo levantar, porque não posso concordar de forma alguma, e aposto que a população de um modo geral concordará comigo, é que a mesma União que exige que um paciente oncológico volte ao trabalho, porque o considera recuperado, conceda aposentadoria vitalícia para políticos que ficam apenas quatro anos no poder, ou apenas até mesmo um dia, e que não sofrem de nenhum problema de saúde. Qual é a lógica ??? Trabalhar na política é o mesmo que ser acometido por doença grave e incapacitante?
Outra questão: é proibido a qualquer servidor público cumular vencimentos, a não ser um cargo técnico e outro de professor. Como é que também não fica proibido que um político, safado e corrupto, receba dois vencimentos da mesma União? Isso não é cumular vencimentos?
Somente com educação de qualidade formaremos pessoas capazes de votar com consciência e responsabilidade, retirando do poder essa corja de demagogos mentirosos e corruptos.

Uma mesa, um quebra-cabeça e a Torre de Babel

Portal de Ishtar, no Pergamon Museum, Berlim



zigurate de Ur











mesa de sushi com quebra-cabeça
retratando a Torre de Babel

Eu e minha família demoramos três meses para montar este quebra-cabeça de 5000 peças, que representa a Torre de Babel idealizada e pintada por Pieter Brueghel, o Velho, no século XVI.
O resultado agradou tanto que resolvemos transformá-lo na base de uma mesa de sushi para que pudéssemos apreciá-lo com frequência e relembrar o quanto foi bom o trabalho em equipe. Montar quebra-cabeças é nosso momento família. Todos participam, até a vovó com mais de 80 anos (e ela adora achar as pecinhas).
Vou escrever um pouco sobre a Torre de Babel e do pintor flamengo Pieter Brueghel, o Velho.
Babel, capital do império Babilônico, estava situada numa planície entre os rios Tigre e Eufrates, na Mesopotâmia (atual Iraque). Era uma cidade-estado rica e poderosa e um centro político, militar, cultural e econômico do mundo antigo.
A história da Torre de Babel está citada no livro do Gênesis 11:1 - 9, na Bíblia.
Este mito pode ter sido inspirado nos zigurates, mais precisamente no Templo de Marduk, que em hebraico é Babel e significa "porta de Deus". É talvez uma tentativa dos povos antigos explicarem a diversidade dos idiomas.
Os zigurates eram grandes estruturas arquitetônicas (torres/templos) com função religiosa, comuns na Mesopotâmia. Possuiam vários andares.
Para se chegar no zagurate de Marduk, na Babel de Nabucodonosor, era preciso passar pela Porta de Ishtar, um enorme portal recoberto com tijolos vitrificados azuis brilhantes, mesclados com faixas de baixo relêvo, ilustrando leões, dragões e touros, além de motivos geométricos e florais em tons alaranjados e avermelhados.
Ishtar ou Inana era a Deusa Babilônica do amor, da vida sexual e da guerra.
As construções na Mesopotâmia procuravam refletir o poder do Estado, da força militar e da autoridade religiosa. Daí a imponência dos zigurates.
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Pieter Brueghel, o Velho, nasceu em 1525 e faleceu em 1569. Pintor flamengo, nascido em Breda, nos Países Baixos. Assinava "o velho" para distinguir-se dos filhos que também eram pintores. Pintou cenas populares retratando a vida e costumes dos camponeses, os rituais da aldeia, da agricultura, caça, refeições, festa, danças e jogos. Paisagens eram seus temas prediletos. Suas paisagens do inverno de 1565 (caçadores na neve) mostram os invernos rigorosos daquela época. Seus quadros também realçam o absurdo na vulgaridade, expondo as fraquezas e loucuras humanas. Sofreu grande influência de Bosch.