Adeus Cateter Recheado de Bactérias

Venci mais uma. Tirei o catéter e já estou me sentindo novinha em folha, não me sinto mais uma chocadeira de bactérias.
Hospital é sempre a mesma coisa: exigem que você se interne na hora marcada, mas nunca cumprem o horário da cirurgia. Dei entrada no Santa Lucia exatamente às 10 horas de segunda-feira, quando fui atendida por um funcionário muito simpático e educado que ficou conversando animadamente e contando suas histórias enquanto outro atendente preenchia a papelada. Naquela hora fiquei sabendo que seria a primeira a ser operada no período da tarde (isso significava, em tese, as 13:30h). Já não fiquei muito satisfeita com a notícia, pois estava em jejum desde as 21 h da noite anterior mas, como diz o velho ditado: o que não tem remédio remediado está. Subi para o apartamento.
O tempo parecia se arrastar com preguiça e nada de dar 13 horas. Eu já estava até bamba de tanta fome e o tempo continuava seu curso sem pressa, mas finalmente deu 13 horas, 13:30, 14 horas e nada, ninguém aparecia para me levar para o centro cirúrgico. A Bárbara, impaciente, ligou para saber o que estava acontecendo e informaram que a cirurgia das 11 horas estava sendo realizada naquele horário e que a minha seria a próxima. Meu estômago deu um ronco forte de fome, minhas mãos tremiam. Como é ruim sentir fome.
Fiquei pensando naqueles milhões pessoas famintas no mundo. Que coisa horrível. É cruel pensar que em pleno século 21 ainda existem pessoas morrendo de fome pelo mundo.
Uma coisa é você sentir fome por um motivo específico, como uma cirurgia por exemplo. Você sabe que poderá comer em algumas horas. É ruim, mas é passageiro. Logo, logo você comerá uma comidinha bem feita e nutritiva. Outra coisa é alguém sentir fome e não ter como comer sequer um pedaço de pão. E pensar que existe tanto desperdício de comida no mundo. Que paradoxal...
Detesto ver quem quer que seja desperdiçando comida ou água. Existe muita fome e sede pelo mundo para nos darmos o direito de jogar fora esses itens preciosos.
Mas voltando ao assunto do hospital, sabe a que horas fui para o centro cirúrgico? 15:30h. Fiz questão de conferir no relógio pendurado na parede. Lá chegando o anestesista veio falar comigo e rapidinho puncionaram minha veia e colocaram o soro. Não demorou muito eu já estava apagada e só acordei horas depois, quando me levaram de volta ao quarto. Correu tudo bem na cirurgia e no lugar onde estava o cateter só restou um corte que em breve estará cicatrizado. Agora é esperar para colocar outro cateter, mas isso fica para o ano que vem.
2 Responses
  1. Lara Amaral Says:

    Mais, uma batalha vencida, né, tia? Mas a guerra continua...

    Tbm acho desperdício uma coisa horrorosa. De comida, então, nem se fala. Aqui em casa a gente faz a comida contada, se mais alguém vier, tem que avisar, pq não gostamos de sobras. E quando sobra no restaurante, peço para colocarem numa marmita e dou para o vigia. Melhor que dá dinheiro, né? Todos aceitam o lanche felizes, afinal, está limpinho e estamos evitando um desperdício. Há pessoas que têm vergonha de pedir para embrulhar o resto, mas não têm vergonha de jogar fora com tanta gente passando fome, como vc bem disse.

    Nós te amamos e estamos aqui, bem do ladinho. Hoje quase tive um ataque do coração quando ouvi a tia Suzi gritar, falei para minha mãe ligar para aí correndo. Malditos esse caras, terão o que merecem. Achei que algo grave havia acontecido, ainda bem que estão todos bem.

    Fique com Deus, beijos.


  2. Desperdiçar comida me irrita mas n tanto qto disperdício de água... Eu amo d+ a vó Emília mas vê-la jogando tanta água fora me da raiva... Mas tá véia, n tme mto o q fazer...


    Essa raiva de kem joga água fora aprendi com vc, é p resto da vida essa economia...


    Como diz a propraganda faça xixi no banho e economize água... kkkkkkkkkkkkkkk



    Fico imensamente feliz q tudo tenha corrido bem, fikei preocupada, n paravade ligar tia Suzi... Hehehehehe!!!


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Obrigada pelo comentário. bjs Lou