Passeio no Rio de Peixe - Bonito/Mato Grosso do Sul



 O guia queria sair muito cedo e fui logo dizendo: estamos de férias e não precisamos madrugar. Que tal marcarmos a saída para as 9 horas? Simples assim. O guia concordou e todos gostaram da idéia de dormir um pouco mais antes de sairmos para conhecer as cachoeiras e trilhas do  Rio do Peixe, em Bonito.




            Saímos pontualmente às 9:00 horas e em pouco tempo estávamos na Fazenda Água Viva que fica a mais ou menos 35 Km do centro. O passeio é dividido em duas partes: pela manhã fizemos uma trilha percorrendo um pouco menos do que dois quilômetros, mas andamos devagar para apreciar a vegetação e tentar ver algum animal silvestre. Ouvimos mais do que vimos é verdade, mas o passeio valeu a pena. Paramos em vários pontos para um banho de cachoeira bem geladinho e também passamos por algumas cachoeiras que estavam secas nesta época do ano, mas nem por isto deixaram de exibir uma beleza incrível, que só a natureza sabe esculpir.


            Durante o percurso o guia ia mostrando uma árvore diferente aqui, outra ali,  e chamou nossa atenção para a figueira mata pau, uma espécie de árvore que vai crescendo e abraçando a árvore hospedeira até matá-la. Ela faz isto principalmente com uma palmeira da região. É o abraço da morte. Figueira oportunista...



            Ele nos mostrou a sensível  flor desta orquídea minúscula da foto abaixo, a coisinha mais delicada que já vi. Eu, certamente, teria passado batido por ela.


            De vez em quando parávamos para um banho de cachoeira. A água era gelada que dava até medo, mas uma vez mergulhado ficava gostoso, pois o calor era de rachar o côco.


            Paramos numa cachoeira seca que dava até dó. As pequenas poças d’água que sobraram  das chuvas passadas aprisionavam alguns peixes de pouca sorte. Ainda bem que a estação das chuvas está chegando para livrar os coitados da morte certa...



O que deveria ser uma cachoeira de águas frescas e cristalinas era agora  uma pequena gruta linda demais, cheia de estalactites ou alguma coisa muito parecida com isto. Até pensei em entrar, mas a primeira que se aventurou saiu correndo e gritando por causa de morcegos. Preferi ficar só fotografando... deixei os morcegos sossegados nas frestas frescas e escuras da caverna. Contou-nos o guia que aquele local, há muitos e muitos anos, era o fundo do mar. Não conferi a veracidade da história, mas posso afirmar que o lugar era lindo.


Continuamos na trilha e paramos num local para banho que estava repleto de peixes. Eram piraputangas gordas e tranquilas, pacus e até dourados. Eles nadavam tranquilos  naquelas águas onde a pesca é proibida.

Passamos por duas pontes suspensas que balançavam prá caramba e chegamos num poção bem fundo que servia para saltos incríveis. Alguns turistas mais corajosos se jogavam gritando no fundo do poço e saiam do outro lado nadando e rindo para começar tudo de novo. Confesso que fiquei só olhando e morrendo de vontade de dar um salto, mas não tive coragem. Preciso voltar a ser criança novamente...




Ficamos na parte rasa do rio, próximo de uma cachoeira linda. Os peixes nadavam em volta sem se incomodarem com a presenta de tantos turistas. O guia me passou um saco cheio de ração que eu jovava só para ver o cardume pular fora d’água. Era uma festa!



Voltamos devagar pela mesma trilha, pois já passava das 13:00 horas e todos estavam famintos. O almoço estava muito gostoso e as sobremesas também. Em seguida deitamos nas redes para um cochilo, pois depois das 15:00 horas teria a segunda parte do passeio que era outra trilha de uns 800m, com mais três cachoeiras.
Dormi embalada pelo ruído das águas do rio que passava próximo e até sonhei. Sonhei que eu era de novo uma garotinha destemida, pulando no rio gelado, mergulhando sem medo no poço fundo... eu gargalhava alto no sonho e acordei sorrindo ouvindo a voz do dono da fazenda que carregava um punhado de bananas maduras enquanto chamava os macacos.


Após a exibição dos macaquinhos que vinham pegar os pedaços de bananas nas mãos dos turistas, foi a vez da exibição da arara azul. Ele primeiro colocou a arara em cima do meu ombro e depois na minha cabeça. A arara era mansa e bem esperta, pois sabia que cada vez que atendia um comando ganhava um petisco gostoso.




A tarde caía devagar quando saímos da fazenda. Estávamos todos cansados, mas felizes. A noite fomos jantar no restaurante Casa do João que serve uma das melhores comidas da cidade. Pedimos um prato de torresmo que estava tão gostoso que precisou ser repetido. Foi na Casa do João que provei carne de jacaré e aprovei o sabor. Recomendo sem medo de errar.

Casa do João
Rua Nelson Felício dos Santos, 664-A
Bonito - Mato Grosso do Sul
www.casadojoao.com.br
joao@casadojoao.com.br



3 Responses
  1. Anônimo Says:

    Mama, gostei da ideia de pular no poço... preciso fazer essa viagem! hehe
    Mto lindas as fotos!
    Bjos


  2. Muito bacana sua viagem, Bonito parece mesmo ser um lugar incrível. Sempre encontro pacotes para Bonito em https://www.agenciasucuri.com.br/Passeios-Bonito


  3. Lou Says:

    Vanessa, vale muito a pena conhecer Bonito. Só recomendo que se prepare para o calor. É quente demais.
    Abraço da Lou


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Obrigada pelo comentário. bjs Lou