Espera angustiante

O relógio de cabeceira
Insiste em lembrar o avanço das horas
E tiquetaqueia irritantemente: tic tac, tic tac.
Você vira na cama de um lado para outro.
Tira a coberta, sente frio.
Torna a se cobrir, sente calor.
O tique taque incessante parece crescer a cada segundo
Soando mais alto,
Retumbando nas paredes frias do quarto escuro.
A lua cheia joga seu prateado no jardim
Libertando suas sombras espectrais
No piso de madeira do quarto.
Tudo está quieto,
Somente o tic tac do relógio quebra o silêncio da noite.
O vento sopra de mansinho
Fazendo mover as sombras no quarto.
De repente o motor desregulado de um carro qualquer
Quebra a monotonia da noite.
O barulho ensurdecedor vai sumindo devagar
E se perde na distância.
O bombear incessante do seu coração
Reverbera no peito deixando a sensação
De explosão iminente.
Seus sentidos estão apurados,
Mas a madrugada avança indiferente às suas preocupações.
Você aguarda aflito o barulho
Do ranger do portão
Deslizando sobre seus trilhos
Para dar passagem ao automóvel
Que irá estacionar na garagem vazia.
3 Responses
  1. Tic tac tica tac....olá Lou, por falar em pausa pra viajar eu fiz uma baita pausa, mais de um mês no Peru...nossa! Viajei, sei lá, uns 8 mil km por terra no peru....
    beijos

    PS:Aproveito pra avisar que a acanhada Narroterapia foi atualizada por mim. É o 3º capítulo da saga Autópsia de uma Corneada. Te espero por lá com seus comentários.

    http://narroterapia.blogspot.com/2011/03/autopsia-de-uma-corneada-iii.html


  2. Vizinha,eu estava indo pegar uma xícara de açúcar na amiga ao lado, quando passei e ví as luzes de sua casa (blog) ...nossa que lindo aqui ...
    Quando tiver um tempinho passe lá em Casa para um café...
    Se resolver se hospedar por lá , preparo minha melhor roupa e também venho para ficar !
    Se precisar de algo é só gritar ,moro entre as montanhas e por lá tem eco.
    Meu nome é Valeria , mas pode gritar KIM ...que é meu apelido!


  3. shan-Tinha Says:

    Mulher de fases

    Me diversifico sou duas até três
    Às vezes quatro, cinco ou seis
    Prefiro nem falar, sou uma por mês

    Tem horas que grito bem alto ao mundo
    Outras horas, apenas sei falar de amor
    Sou romântica, trágica e melancólica

    Num piscar de olhos, me torno menina
    Séria e sem defesa, coberta de sutilezas
    Então me torno dez, é fatal, viro a tal

    E sem que ninguém perceba sou dona do mundo
    Segura e destemida, feita de sonhos e privilégios
    Exponho um roteiro, contraceno... Torno-me várias

    Não sou matemática, apenas me multiplico
    Melhor nem me conhecer, sou bem mais complicada
    Sou mil! E quem tentou descobrir não pode fugir
    Ficou preso dentro de minhas fases de mulher diversificada.
    bj Lu
    Parabéns pelo "dia da mulher"


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Obrigada pelo comentário. bjs Lou