Um giro pela Bretanha - Saint Malo (20 out 2017)

      Não conseguimos nenhum táxi em Dinard então optamos por pegar um ônibus até o terminal de Saint Malo e, de lá para a cidade intramuros, um táxi. Foi bom porque já deixamos combinado com o taxista de nos pegar no hotel dia 23, quando voltamos a Saint Malo para tomar o trem para Paris.
      Saint Malo, localizada numa das margens do Canal da Mancha, é uma cidade medieval totalmente murada. São mais de 1.700m de muralhas que serviam de abrigo para os corsários franceses que saqueavam os navios que passavam pelo canal, com o aval do Rei...
      A cidade murada é conhecida também por causa de alguns de seus moradores célebres como Jacques Cartier, explorador europeu nascido em Saint Malo. Ele ficou conhecido por ter realizado três viagens ao Canadá. Cartier navegou para a América do Norte em busca de ouro, especiarias e uma rota mais curta para a Ásia, e acabou por descobrir o rio São Lourenço que é o principal acesso ao interior do Canadá. Tem também o famoso escritor François-René de Chateaubriand, nascido na cidade e que está enterrado na Ilha Grand-Bé, ali pertinho.  Na maré baixa é possível ir caminhando a pé até a ilha.
       A catedral de Saint Vincent, construída entre os séculos 12 e 18, patrimônio histórico da cidade, foi parcialmente destruída na guerra. Foi reconstruída e guarda em seu interior o túmulo do explorador Jacques Cartier.
      Saint Malo tem uma história triste. Foi quase totalmente devastada na Segunda Grande Guerra, quando mais de 80% da cidade ficou destruída. Sua reconstrução demorou mais de 30 anos. Dinard, sua cidade vizinha, também sofreu com a ocupação dos alemães. Ainda hoje é possível ver restos dos bunkers alemães nas praias de Dinard.
      Outra coisa que é preciso destacar sobre a cidade é sua gastronomia. No almoço comemos um risoto de Saint Jacques divino. Nossa! Que delícia. Seus doces também são muito apreciados. Um deles, bem típico, é o kouign-Amann, uma espécie de croissant caramelizado, com muita manteiga e açúcar.
     É gostoso caminhar em cima das muralhas da cidade mas, naquele dia, ventava tanto que tornava o passeio bastante penoso. Desistimos. Optamos por passear por suas ruelas cheias de lojinhas mas, mesmo assim, um vento impiedoso insistia em deixar tudo gelado. Eu tinha esquecido minha touca e como meu cabelo está muito curtinho minhas orelhas ficaram geladas e minha cabeça começou a doer. Na primeira loja que vi um gorro com cara de quentinho entrei crente que iria comprar. Quando vi o preço quase tive um ataque: ele custava mais de 300 euros. Credo! Indaguei se era tecido com fios de ouro... Saí da loja de fininho e entrei em outra, quase em frente, e comprei um gorro listrado, que me deixou com aparência de delinquente, por apenas 9 euros. Melhor assim, e bem mais barato...
2 Responses
  1. Hahaha mama! Só vc mesmo! Mas venta muito na cidade, pelo que pude perceber em pouco tempo de passeio. Mas tb deu p ver que a cor do mar por lá é divina! Num dia de sol deve ser de cair o queixo!


  2. Lou Says:

    O mar naquelas bandas é verde esmeralda. Tanto que aquela região da Bretanha é conhecida como Côte d'emerald (gastando meu francês), mas em bom português é Costa de Esmeralda. Linda demais.


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Obrigada pelo comentário. bjs Lou